O
Que São Os Vedas?
Os
Vedas são as escrituras mais antigas do mundo, mas sua data de origem
nunca pôde ser fixada, nem poderá, pois eles são eternos. Enquanto
outras religiões clamam que sua autoridade foi dada por Deus ou
um representante dEle, os Vedas clamam que não devem sua autoridade
a ninguém: eles mesmos são a autoridade, sendo eternamente o conhecimento
de Deus. Eles nunca foram escritos ou criados, tendo existido por
todo o tempo; assim como a criação é infinita e eterna assim também
é o conhecimento de Deus. E esse conhecimento é o que significa
Veda (=conhecimento, em sânscrito).
Os Vedas formam um guia prático de como viver bem neste mundo, com
um mínimo de esforço e tensão, e ser elevado ao mundo espiritual
(o reino de Deus) no final da vida. Eles pavimentam o caminho para
a liberação final (moksha) pela boa conduta e, assim, sua mensagem passa por
todas as barreiras de país, credo ou tempo. Eles são universais
em seu significado e apelo, pertencem a toda a humanidade e são
para todas as épocas. O grande pensador alemão Max Müller disse:
"Eu afirmo que para um estudo do homem, não há nada no mundo
igual em importância com os Vedas. Eu afirmo que para todos que
prezam a si mesmos, a seus antepassados, a sua história ou a seu
desenvolvimento intelectual, o estudo da literatura védica é indispensável."
Código de Hamurábi
As
leis sumérias de Dungi deram origem ao Código de Hamurábi.
Este
código foi achado por um historiador francês, em 1901.
Trata-se
de um bloco de diorita (espécie de rocha), de 2,40m de altura, no
qual estão gravadas 3500 pequenas linhas verticais de sinais cuneiformes,
que correspondem a 282 artigos de leis.
O
bloco tem forma irregularmente cilíndrica.
As
características essenciais do código de Hamurábi eram:
·
Lei do talião ("olho por olho, dente por dente");
·
Desigualdade perante a lei: a sentença variava
de acordo com a classe a que pertencia o indivíduo (nobre, homem
livre, escravo).
Logo a seguir vem alguns casos descritos de como funcionava as leis.
A
morte de um nobre merecia pena severa, enquanto que a de um homem
livre, ou de um escravo, tinha menos importância.
O
código estabelecia a pena do talião. Mas não fazia distinção entre
o homicídio acidental e o voluntário. O acusado, porém, não era
castigado com a pena de morte, mas devia pagar, à família da vítima,
uma multa estipulada.
Castigavam-se
com a pena de morte: ladrões, homens que fugiam do serviço militar,
vendedores de bebidas que desrespeitassem o tabelamento (vendendo
a preços superiores aos estabelecidos pela lei).
Cortavam-se
as mãos do filho que tivesse batido no pai.
Quando
não se conseguia descobrir os autores de um roubo, a vítima fazia
uma relação dos objetos furtados e o governador da região devia
reembolsá-la da quantia correspondente a esses objetos.
O
Código de Hamurábi vigorou durante uns 15 séculos.
Apesar
de sua severidade, o código indica a existência de uma sociedade
civilizada. O código foi escrito pelo rei da Babilôlia Hamurábi,
em aproximadamente 1763a.C.
Este
é um dos primeiros códigos de lei da história da humanidade, e também,
a primeira forma de um sistema legal escrito que tem muito paralelismo
com o sistema de justiça americano.
Quem são os Muçulmanos?
Mais de um bilhão de pessoas,de uma vasta classe
de raças,nacionalidades e culturas através do Globo,desde as Filipinas
até a Nigéria,estão unidas por sua fé comum Islâmica.18% aproximadamente
vivem no mundo àrabe; a maior comunidade Islâmica do mundo é da
Indonésia; partes substanciais da Ásia são Muçulmanos,enquanto minorias
significativas são na região do Caucaso, na China, America do Norte
e do Sul e na Europa.
O
Cristianismo
A Lei de Moisés
Na
lei moisaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada
no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés.
Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter
do povo, se modifica com o tempo. A lei de Deus está formulada nos
dez mandamentos seguintes:
I.
Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da
servidão. Não tereis,
diante de mim, outros deuses estrangeiros. - Não fareis imagem
esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo
na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não
os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.
II.
Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.
III.
Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
IV.
Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo
na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.
V.
Não mateis.
VI.
Não cometais adultério.
VII.
Não roubeis.
VIII.
Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
IX.
Não desejeis a mulher do vosso próximo.
X.
Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua
serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas
que lhe pertençam.
É
de todos os tempos e de todos os países essa lei e tem, por isso
mesmo, caráter divino. Todas as outras são leis que Moisés decretou,
obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural
turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados
abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito.
Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem
divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos.
A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus;
mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas
ignorantes, em as quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam
o senso moral e o sentimento de uma justiça reta. E evidente que
aquele que incluíra, entre os seus mandamentos,
este: “Não matareis; não causareis dano ao vosso próximo",
não poderia contradizer-se, fazendo da exterminação um dever. As
leis moisaicas, propriamente ditas, revestiam, pois, um caráter
essencialmente transitório.
Evangelho
Segundo o Espiritismo, Cap. II
A Lei de Amor;
O Cristo
Jesus
não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la,
isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la
ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara,
nessa lei, o principio dos deveres para com Deus e para com o próximo,
base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas,
ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substancia,
quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores
e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las
passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: "Amar
a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo",
e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.
Por
estas palavras: "O céu e a Terra não passarão sem que tudo
esteja cumprido até o último iota", quis dizer Jesus ser necessário
que a lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada
na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações
e conseqüências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada
aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens,
ou, sequer, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens,
todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.
Mas,
o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo
por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento
às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha
da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina.
Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre
na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes
o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem
com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por
vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse
tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen
de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam
ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos.
Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister
se fazia que novas idéias e novos conhecimentos lhes trouxessem
a chave indispensável, idéias que, porém, não podiam surgir antes
que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza.
A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento
de tais idéias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.
Evangelho
Segundo o Espiritismo, Cap. II
Aliança
da Ciência e da Religião
A
Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana:
uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral.
Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio,
que é Deus, não podem
contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente
estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode
pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade
que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias provém apenas
de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um
lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade
e à intolerância.
São
chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados;
em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse
ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente
materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que
a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da
matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando
combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida
pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará
de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível
lógica dos fatos.
A
Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque,
encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente
se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um
traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento
das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo
corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos
astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência
essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada
encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso,
como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo
movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de
o acompanharem. E toda uma revolução que neste momento se opera
e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito
séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova
era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as conseqüências:
acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às
quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios
de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus.
Evangelho
Segundo o Espiritismo, Cap. II
A Lei de Justiça, Amor e Caridade - Terceiro Setor
Progresso da legislação humana
Q.
794. Poderia a sociedade reger-se unicamente pelas
leis naturais, sem o concurso das leis humanas?
“Poderia,
se todos as compreendessem bem. Se os homens as quisessem praticar,
elas bastariam. A sociedade, porém, tem suas exigências. São-lhe
necessárias leis especiais.”
Justiça
e dire60 naturais
Q.
873. O sentimento da justiça está em a Natureza, ou
é resultado de idéias adquiridas?
“Está
de tal modo em a Natureza, que vos revoltais à simples idéia de
uma injustiça. É fora de dúvida que o progresso moral desenvolve
esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem. Daí
vem que, freqüentemente, em homens simples e incultos se vos deparam
noções mais exatas da justiça do que nos que possuem grande cabedal
de saber.”
Q.
874. Sendo a justiça uma lei da Natureza, como se
explica que os homens a entendam de modos tão diferentes, considerando
uns justo o que a outros parece injusto?
“É
porque a esse sentimento se misturam paixões que o alteram, como
sucede à maior parte dos outros sentimentos naturais, fazendo que
os homens vejam as coisas por um prisma falso.”
Q.
875. Como se pode definir a justiça?
“A justiça consiste em cada um respeitar os dire60
dos demais.”
O
Livro dos Espíritos, Livro III.
O Terceiro Setor
(Setor de Caridade)
A
Lei 9790/99 - mais conhecida como "a nova lei do Terceiro Setor"
- representa apenas um passo, um primeiro e pequeno passo, na direção
da reforma do marco legal que regula as relações entre Estado e
Sociedade Civil no Brasil.
O
sentido estratégico maior dessa reforma é o empoderamento das populações,
para aumentar a sua possibilidade e a sua capacidade de influir
nas decisões públicas e de aduzir e alavancar novos recursos ao
processo de desenvolvimento do país.
A
Lei 9790/99 visa, no geral, a estimular o crescimento do Terceiro
Setor. Estimular o crescimento do Terceiro Setor significa fortalecer
a Sociedade Civil. Fortalecer a Sociedade Civil significa investir
no chamado Capital Social.
Para
tanto, faz-se necessário construir um novo arcabouço legal, que
(a) reconheça o caráter público de um conjunto, imenso e ainda informal,
de organizações da Sociedade Civil; e, ao mesmo tempo (b) facilite
a colaboração entre essas organizações e o Estado. Trata-se de construir
um novo marco institucional que possibilite a progressiva mudança
do desenho das políticas públicas governamentais, de sorte a transformá-las
em políticas públicas de parceria entre Estado e Sociedade Civil
em todos os níveis, com a incorporação das organizações de cidadãos
na sua elaboração, na sua execução, no seu monitoramento, na sua
avaliação e na sua fiscalização.
Augusto de Franco Ferrarezi, Elisabete.
Organização
da sociedade civil de interesse público
- OSCIP: a lei 9.790 como alternativa para o
terceiro setor / Elisabete Ferrarezi, Valéria Rezende -
Brasília : Comunidade Solidária, 2000.
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